Ácido Salicílico: benefícios do ativo para a pele
Saiba tudo sobre o ácido salicílico, ativo potente e presente em cosméticos para ajudar no controle da oleosidade da pele.
22/12/2025
Se você busca uma pele mais equilibrada, sem oleosidade excessiva e livre de espinhas, o ácido salicílico é um nome que você precisa conhecer. Ele é um dos ingredientes mais usados no mundo todo para tratar a pele oleosa. Para tirar todas as dúvidas, conversamos com a Renata Britto, Especialista de Produtos do Grupo Boticário, que explica por que esse ativo é tão poderoso.Vem descobrir todos os segredos deste ativo queridinho de quem tem pele oleosa!
O que é o Ácido Salicílico?
Para entender o que é o Ácido Salicílico, imagine que ele faz parte de uma família de ácidos chamada BHA (Beta-Hidroxiácido). A grande característica que o torna especial é que ele é lipofílico, ou seja, ele tem uma afinidade natural com a gordura (o óleo).
Diferente de outros ácidos que se dão bem apenas com a água, o Ácido Salicílico consegue “atravessar” a barreira de óleo da nossa pele. É por isso que ele consegue agir onde outros ativos não chegam: dentro dos poros.
A Especialista em Desenvolvimento de Produtos do Grupo Boticário, Renata Britto, explica que essa característica é o que o torna tão potente:
“BHA significa beta-hidroxiácido, representado pelo Ácido Salicílico. Sua função principal é a ação queratolítica; ele tem a capacidade de penetrar nos poros, sendo eficaz no tratamento da acne, cravos e oleosidade excessiva, pois ajuda a dissolver o sebo e as células mortas”.
O que significa “ação queratolítica”? Ele ajuda a “soltar” as células mortas da superfície da pele. Sabe aquela camada mais grossinha que às vezes deixa o rosto com aspecto opaco ou ajuda a entupir os poros? O ácido salicílico ajuda a dissolver a “cola” que segura essas células, fazendo uma esfoliação química que renova a pele sem precisar de atrito físico.
Para que ele serve na prática?
Ele serve para fazer uma “limpeza profunda” nos poros, impedindo que eles fiquem entupidos. Além disso, ele ajuda a diminuir a inflamação da pele, sendo um ótimo aliado para reduzir o tamanho e o vermelhão das espinhas.
Quais são os benefícios do Ácido Salicílico para a pele?
Usar produtos com Ácido Salicílico na sua rotina de skincare oferece uma série de vantagens que vão muito além de apenas “secar espinhas”. Como ele consegue penetrar profundamente na unidade pilossebácea (o poro), sua entrega é muito mais completa.
Confira os principais benefícios detalhados pela nossa especialista, Renata Britto:
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Controle da oleosidade da pele: ele não apenas remove o brilho momentâneo, ele ajuda a regular a produção de sebo. Como ele dissolve o excesso de óleo acumulado, o rosto fica sequinho por muito mais tempo.
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Ação profunda contra cravos e espinhas: por ser capaz de “mergulhar” no óleo, ele limpa o poro de dentro para fora. Segundo Renata Britto, o ativo “é eficaz no tratamento da acne e cravos, pois ajuda a dissolver o sebo e remover as células mortas”, impedindo que o poro entupa e forme uma nova inflamação.
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Renovação da textura da pele: o ácido salicílico promove uma esfoliação química que remove as células mortas da camada superficial. O resultado é uma pele visivelmente mais macia, com textura uniforme e poros com aparência reduzida.
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Poder anti-inflamatório: diferente do que muitos pensam, ele ajuda a acalmar a pele com acne. Ele atua reduzindo o inchaço e a vermelhidão das espinhas ativas, acelerando o processo de recuperação da pele sem agredir.
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Prevenção de manchas pós-acne: ao acelerar a renovação celular e tratar a inflamação rapidamente, o ácido salicílico ajuda a evitar que aquelas marquinhas escuras de espinhas se formem após a cicatrização.
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Ação antimicrobiana: ele ajuda a controlar a proliferação de bactérias que causam a acne, mantendo o ambiente da pele mais equilibrado e saudável.
Qual é a diferença entre Ácido Salicílico e Ácido Glicólico?
Para entender a diferença entre esses ativos, o primeiro passo é saber que eles pertencem a famílias diferentes: o Ácido Glicólico é um Alfa-Hidroxiácido (AHA), enquanto o Ácido Salicílico é um Beta-Hidroxiácido (BHA). Embora ambos ajudem a renovar a pele, eles trabalham de formas bem distintas.
Renata Britto explica que esses ingredientes são fundamentais no skincare, mas a principal diferença está em onde e como atuam. Segundo a especialista, “os AHAs são outra classe, ligados à esfoliação química e aumento da renovação celular, ou seja, remove as células mortas da superfície, devolvendo uma pele mais uniforme em textura e tom”.
Dentro da classe dos AHAs, o tamanho da molécula indica sua eficácia. Renata pontua que o “Ácido Glicólico é o menor deles, e consegue permear profundamente a epiderme, de modo a acelerar o turnover celular, porém pode provocar vermelhidão e sensibilidade”. Por outro lado, o Salicílico (BHA) foca no interior da pele. Enquanto o Glicólico cuida da aparência externa e das manchas, o salicílico age na raiz do problema de quem tem excesso de sebo.
Conforme esclarece a especialista, o “BHA significa beta hidroxi-ácido, representado pelo Ácido Salicílico. Sua função principal é a ação queratolítica, tem a capacidade de penetrar nos poros, sendo eficaz no tratamento da acne, cravos e oleosidade excessiva, pois ajuda a dissolver o sebo e as células mortas”. Em resumo, se o seu foco é renovar a textura e o tom da superfície, os AHAs são os aliados; mas se o objetivo é tratar o brilho excessivo e desobstruir os poros, o salicílico é a escolha ideal.
Para qual tipo de pele o Ácido Salicílico é indicado?
Devido à sua capacidade única de interagir com a oleosidade, o ácido salicílico não é um ativo universal para todos os rostos, mas sim um especialista. Conforme afirma a especialista Renata Britto, ” ele é indicado para peles oleosas, mistas e acneicas, devido ao seu mecanismo de ação”.
Isso acontece porque essas peles costumam apresentar poros mais dilatados e uma produção maior de sebo, o ambiente perfeito para o salicílico agir. Em peles mistas, ele pode ser aplicado de forma estratégica apenas na “Zona T” (testa, nariz e queixo), onde o brilho costuma ser mais intenso.
Cuidados importantes e contraindicações
Embora seja um aliado poderoso, o uso do ácido salicílico exige atenção em alguns casos específicos:
- Peles sensíveis ou com rosácea: pessoas que possuem a pele muito fina, reativa ou com condições como a rosácea devem ter cautela. Por ser um esfoliante químico que penetra profundamente, ele pode causar irritação, descamação excessiva ou vermelhidão se a barreira de proteção da pele já estiver fragilizada. Nesses casos, o ideal é começar com concentrações menores ou produtos com fórmulas calmantes, sempre sob orientação médica.
- Orientação profissional: independentemente do seu tipo de pele, se você tem dúvidas sobre como seu rosto vai reagir, o caminho mais seguro é sempre consultar um dermatologista. Ele poderá indicar a frequência ideal de uso e se o ativo deve ser combinado com outros produtos da sua rotina para evitar o ressecamento.
Como usar o ácido salicílico na sua rotina de skincare?
O ativo é versátil e pode ser encontrado em diferentes etapas do seu dia a dia:
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Limpeza: géis de limpeza com o ativo ajudam a remover a oleosidade logo no primeiro passo do dia.
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Tratamento: séruns e géis secativos são ideais para aplicar diretamente em áreas com cravos ou sobre espinhas.
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Hidratação: existem hidratantes com ácido salicílico que tratam a acne enquanto mantêm a barreira de proteção da pele saudávele hidratada.
Pode usar ácido salicílico todo dia?
Sim, o ácido salicílico pode ser usado diariamente, desde que sua pele esteja acostumada e o produto seja adequado para o seu tipo de rosto. No entanto, a recomendação para quem está começando é introduzir o ativo aos poucos, alternando os dias de uso, para observar como a pele reage.
Se você notar descamação excessiva ou sensibilidade, o ideal é reduzir a frequência e caprichar na hidratação. Vale lembrar que muitos produtos de limpeza facial com esse ativo são formulados para o uso diário, enquanto séruns mais concentrados podem exigir um uso mais cauteloso no início.
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